curso

Os 5 sentidos e as Artes

Com o artista doutor os sentidos espiritualizaram-se e a pintura poética foi passando da mitologia à filosofia. Nos Países Baixos o pictor vulgaris também podia ser taberneiro e até as naturezas mortas passaram de vanitas a apetitosos manjares. À francesa, a galantaria foi delicada como uma porcelana, inebriou-se em vapores e perfumou a atmosfera. A música quis ser pintura e a pintura fez sinestesia – o Simbolismo conjugou tudo, enquanto o Impressionismo se libertou da literatura. Num instante, já se simulava a imagem em movimento, para lá dos “tableaux vivants” e dos panoramas. Faltaria a psicanálise conjugar-se com o surrealismo e este entrar no cinema. A dissonância levaria ao limite o quadro-ritmo de Kandinsky, até a destruição das regras ser o mote. Chegar-se-ia ao silêncio, tal como em happenings meninas lamberiam marmelada na carroceria de um automóvel. Pelos interstícios, sobraria o gozo, a ironia e o pastiche em citação pós-moderna – “let’s look at a trailer”.

 

quartas-feiras,
online
4 sessões,
2,5 horas cada
1, 8, 15 e 22 de Junho
das 17h30 Às 20h

Contactos: Ar.Co – Secretaria